
Olá, me chamo Bruna, sou psicóloga formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. Desde 2019, atuo na clínica atendendo adultos, acompanhando processos de autoconhecimento, amadurecimento emocional e construção de uma vida com mais sentido.
Meu interesse pela psicologia começou ainda na adolescência, quando percebi o quanto me atraía escutar histórias, observar as pessoas e refletir sobre a forma como cada um vive e sente o mundo. Foi nesse encontro que escolhi a psicologia — como um caminho para aprofundar algo que já fazia parte de mim.
Durante a formação, tive experiências em diferentes áreas, como neuropsicologia e psicologia hospitalar. Mas foi na clínica que encontrei meu lugar. Ali, compreendi a potência do encontro terapêutico: um espaço onde é possível olhar para si com mais profundidade, ressignificar experiências e construir novas formas de existir.
Acredito que, mesmo diante da nossa história, das crenças que desenvolvemos e dos contextos em que crescemos, é possível ampliar a consciência sobre nós mesmos e fazer escolhas mais alinhadas com quem queremos ser.
Meu trabalho é oferecer um espaço seguro, acolhedor e ético, onde você possa se escutar, se compreender e construir caminhos possíveis para uma vida com mais equilíbrio e sentido.
Autoconhecimento
Saber quem somos de verdade, nossos valores e propósitos, não é uma tarefa tão simples, mas é necessária e possível. Muitas vezes funcionamos no mundo de forma automática e quase não paramos para refletir se o que estamos fazendo realmente está de acordo com o que somos e/ou desejamos ser. Às vezes, buscamos por aceitação e pertencimento, ou estamos presos a sistemas familiares que nos levam a reproduzir ações, ideias e sonhos que são do outro e não nossos. Seja porque não sabemos de fato quem somos, ou nunca nos questionamos sobre isso, seja porque ainda não descobrimos formas e espaços disponíveis para nos expressarmos verdadeiramente. Nesse sentido, mergulhar num processo de autoconhecimento pode nos ajudar a encontrar verdades sobre nós e nos possibilitar fazer escolhas e tomar decisões que estejam mais alinhadas com nossos valores e propósitos de vida, nos tornando pessoas mais autênticas no mundo.
Tornar seu próprio Terapeuta
É esperado e desejado que a terapia seja também um espaço de aprendizado onde a pessoa possa aprender recursos e ferramentas psicoterapêuticas, desenvolver novas habilidades e comportamentos a fim de poder caminhar por si mesmo quando os objetivos com a psicoterapia forem alcançados. Ser seu próprio terapeuta é se ver como alguém capaz de seguir seu próprio caminho, existindo no mundo de forma mais assertiva, mais funcional, tendo transformado suas crenças limitantes em crenças mais realistas e flexíveis, sendo capaz de gerenciar suas emoções e enfrentar as situações adversas de forma mais adaptativa.
Aprendizado em Habilidades Sociais
Somos seres sociais, entretanto, construir relacionamentos saudáveis e duradouros e que nos tragam bem-estar físico e emocional, sejam eles no âmbito pessoal ou profissional, às vezes pode se tornar um desafio e trazer sofrimento para algumas pessoas. Iniciar, manter e encerrar conversas, saber expressar o que está pensando e sentindo, estabelecer limites nas relações de forma respeitosa, defender seus direitos, expressar incômodos, pedir mudanças de comportamento do outro, solicitar informações e pedir ajuda, desculpar-se, são exemplos de habilidades sociais que são necessárias para se manter a qualidade e efetividade das interações sociais e que podem ser desenvolvidas e treinadas durante a psicoterapia.
Regular as emoções de maneira mais saudável
As emoções são fundamentais para a nossa existência. Elas funcionam como mensageiras das nossas necessidades e direitos. Nos direcionam a fazer mudanças quando necessárias, fugir ou lutar quando somos expostos a situações de ameaça. Porém, algumas vezes lidar com as emoções pode se tornar um problema, devido a nossa dificuldade em reconhecê-las, aceitá-las e até mesmo usá-las a nosso favor. Ao longo da vida vamos desenvolvendo estratégias de enfrentamento para lidar com situações adversas ou que nos geram emoções intensas e desagradáveis. No entanto, muitos desses recursos que utilizamos como tentativa de nos regular emocionalmente podem ser muito problemáticos, disfuncionais e trazer outros prejuízos para a nossa vida. Nesse sentido, o processo de psicoterapia também pode ser muito útil, pois ensina estratégias e habilidades mais adaptativas, adequadas e até mesmo mais saudáveis para que a pessoa consiga lidar melhor com suas emoções. Essas estratégias podem envolver o aprendizado em nomear e reconhecer as emoções, técnicas de manejo de estresse, como relaxamento e exercícios respiratórios, intervenções baseadas na aceitação, reestruturação cognitiva, resolução de problemas, entre outras.
Minha prática profissional é orientada pela Terapia Cognitiva Comportamental (TCC). Essa é uma abordagem psicoterapêutica criada por Aaron Beck, no final da década de 60. Foi inicialmente desenvolvida para o tratamento de pessoas com depressão, mas hoje é amplamente utilizada para o tratamento de uma variedade de problemas de saúde mental.
A TCC é uma psicoterapia estruturada, focada para o momento presente, com foco na resolução de problemas diários e direcionada para a ação. É orientada por metas e objetivos de tratamento e suas intervenções acontecem através da descoberta guiada, o que quer dizer que o terapeuta atua como guia, um facilitador no processo de descoberta e autoconhecimento do paciente.
Um dos princípios básicos da TCC é a ideia de que não é a situação em si, mas a forma como pensamos sobre determinada situação que influencia na maneira como nos sentimos e nos comportamos (Beck, 2013). A nossa forma de pensar sobre as coisas derivam de um sistema de crenças que são ideias que construímos ao longo da nossa história de vida a partir das experiências que vivenciamos e que falam sobre nós, sobre os outros e sobre o mundo. Essas crenças ou ideias podem ser positivas e negativas e costumam ser vistas por nós como verdades absolutas e por isso dificilmente questionadas.
Nesse sentido, busca-se com essa psicoterapia, a partir de uma compreensão profunda de cada indivíduo, fazer mudança nos padrões de pensamentos e comportamentos que podem estar disfuncionais e trazendo sofrimento para a pessoa. Além disso, para que essa mudança emocional e comportamental possa ser mais duradoura, é necessário que se promova mudanças no sistema de crenças do indivíduo, tornando-o mais flexível e realista.
De um modo geral, pode-se dizer que “Uma boa terapia nos ensina a pensar sobre os nossos pensamentos, a refletir sobre o nosso sentir e nossos comportamentos. E a partir daí ensina a ver a si mesmo, os outros e o mundo por outra perspectiva, nos possibilitando construir novas realidades e oportunidades.” (Leahy, 2023)
Não. A psicoterapia pode ser útil e trazer benefícios a inúmeras dificuldades e desafios que as pessoas enfrentam e interferem em suas vidas, sem que necessariamente possuam algum transtorno psicológico específico. Algumas dessas dificuldades estão relacionadas à procrastinação, dificuldades em relacionamentos interpessoais, problemas em relação à autoestima etc.
Não é possível determinar exatamente o tempo de duração de um processo de psicoterapia. Este é um processo individual e que vai depender de alguns fatores como, as razões que motivaram a procura pela terapia, o que se espera desse processo, se existe algum transtorno psicológico associado e a sua gravidade, o quanto a pessoa está consciente das suas dores e dos reais prejuízos que isso tem causado em sua vida, entre outros. Mas eu diria que um fator muito importante que contribui para o tempo de permanência em psicoterapia é o quanto a pessoa está implicada nesse processo. Nesse sentido, quanto mais ela se coloca de forma ativa e colaborativa nesse trabalhar junto com seu terapeuta, menor tende a ser o seu tempo nesse processo.
O atendimento pode ser feito de forma presencial no bairro da Tijuca- RJ ou online. Para agendar uma sessão basta entrar em contato via mensagem ou ligação para telefone disponível nesse website.
De um modo geral a duração da sessão costuma ser de 50 minutos com a frequência de uma vez na semana. Entretanto, isso pode ser reavaliado de acordo com as necessidades de cada caso.
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Basicamente, acredito que existem dois fatores que influenciam uma sessão de psicoterapia. Uma delas tem a ver com a abordagem psicológica do terapeuta. Podemos citar algumas como Gestalt terapia, Psicanálise, Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), entre outras. Cada uma dessas abordagens possuem um embasamento teórico e prático que orienta o trabalho do psicólogo, ou seja, conduz a sua escuta clínica, seus recursos e ferramentas que poderão ser utilizados. Algumas abordagens vão orientar uma sessão mais estruturada e diretiva, com perguntas mais abertas e/ou específicas para a compreensão da pessoa, como é o caso da TCC e em outras a sessão costuma ser mais abertas e livres, como é o caso da psicanálise. Além disso, outro fator que também pode influenciar na forma como a sessão é conduzida diz respeito a características da pessoa do psicólogo.
© 2023 Bruna Teixeira